Os
Carpenters estouraram nas paradas de sucesso em 1970 com a canção
de Burt Bacharach e Hal David, (They Long to Be) Close to You (do
disco de mesmo nome), que atingiu o topo e nele ficou por quatro semanas.
A gravação seguinte, "We've only just begun",
atingiu o segundo lugar e seu tornou o maior sucesso da dupla no final
de 1970.
Vários sucessos mantiveram a
dupla nas paradas no início da década, como "For
All We Know", "Rainy Days and Mondays", "Superstar",
Hurting Each Other", "It's Going to take some time"
e "Goodbye to Love", "Sing" Yesterday Once More",
dos álbuns Carpenters (1971), A Song for You (1972) e Now and
Then (1973). "Top of the World" atingiu o topo das paradas
em 1973. O álbum com os melhores sucessos entre 1969 e 1973
se tornou um dos mais vendidos da década, com mais de 7 milhões
de cópias apenas nos Estados Unidos.
Durante a primeira metade dos anos 1970,
a música dos Carpenters foi um elemento principal das paradas
Top 40. O duo produzia um som diferente com a voz de contralto de
Karen no vocal principal, e ambos os irmãos nos vocais de fundo
com harmonias densas. Ao seu papel como vocalista, pianista, tecladista
e arranjador, Richard adicionou o de compositor em várias canções.
Para promover suas canções,
a dupla manteve uma inacreditável agenda de apresentações
e aparições na televisão. Em 1973, aceitaram
um convite para se apresentar na Casa Branca para o presidente Richard
Nixon e o chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt.
A popularidade dos Carpenters freqüentemente
confundia os críticos. Com suas baladas doces e suaves, muitos
diziam que era o som do duo era meigo, piegas e meloso, enquanto a
indústria fonográfica os premiava com Grammys (foram
três).
Entre 1973 e 1974 não houve muito
tempo para lançar material novo. Como resultado, os Carpenters
não lançaram disco novo em 1974. No início de
1975 fizeram uma versão de um sucesso dos Marvelettes, "Please
Mr. Postman", que atingiu o primeiro lugar das paradas mas foi
último a tingir esse posição. No mesmo ano "Only
Yesterday" foi lançada, e entre 1975 e 1976 foram lançados
os discos Horizon e A Kind of Hush. Mas a essa altura as canções
não faziam mais o sucesso de antes, tanto que "Goofus"
nem chegou ao Top 40.
O álbum mais experimental Passage,
lançado em 1977, representou uma tentativa de se aventurar
por outros gêneros musicais com canções como "Don't
Cry for me Argentina" da "ópera-rock" Evita,
"All You Get Form love is a Love Song", uma mistura de rock
latino, com calipso e pop, além da intergaláctica "Calling
Occupants of Interplanetary Craft", com acompanhamento de coral
e orquestra.
Mesmo com os insucessos na parada americana,
a dupla continuou a ser popular. Em 1978, foi lançado o álbum
natalino A Christmas Portrait se tornou um clássico de Natal
(houve um outro disco natalino, denominado An Old-Fashioned Christmas,
lançado em 1984, após a morte de Karen). Os Carpenters
também fizeram três especiais de televisão, dos
quais participaram outros artistas como Ella Fitzgerald e John Denver.
No meio da década de 70, o excesso
de turnês e as longas sessões de gravação
começaram a cobrar caro da dupla o esforço e contribuíram
para as dificuldades profissionais enfrentadas no final dessa década.
Karen fazia dietas obsessivamente e desenvolveu anorexia nervosa,
a qual se manifestou pela primeira vez em 1975, quando uma exausta
e enfraquecida Karen foi forçada a cancelar apresentações
no Reino Unido e no Japão. Richard, enquanto isso, desenvolveu
dependência de soníferos, que começaram a afetar
seu desempenho no final dos anos 70 e levaram ao fim das apresentações
ao vivo da dupla em 1978 e à sua internação em
uma clínica.
No início de 1979, Karen, não
desejando permanecer parada enquanto seu irmão se recuperava
na clínica, decidiu gravar e lançar um álbum
solo com o produtor Phil Ramone em Nova York. Seu disco (Karen Carpenter)
tinha um estilo mais adulto e disco, em um esforço para mudar
sua imagem. O resultado do projeto teve uma recepção
morna de Richard e os executivos da A&M Records e no início
de 1980 Karen primeiramente hesitou, abandonando por fim seu disco
solo, que seria lançado apenas em 1996, 16 anos depois, 13
após sua morte. Karen preferiu lançar outro disco com
Richard (já recuperado da dependência de soníferos),
que se transformou no álbum Made in America, lançado
em 1981.
Os problemas pessoais, entretanto, diminuíram
as possibilidades de um retorno às paradas e Karen teve um
casamento que não deu certo com Thomas Burris, a separação
ocorreu um ano depois. Em 1982, Karen foi a Nova York procurar tratamento
com o psicoterapeuta Steven Levenkrom para suas desordens alimentares
decorrentes da anorexia nervosa, voltando naquele mesmo ano disposta
a refazer sua carreira. Ela rapidamente ganhou 5 quilos em uma semana,
o que aumentou os danos a seu coração, resultado de
anos de dieta e abusos (especialmente - conforme se diz - com o uso
do Xarope de Ipecac, um forte emético - para induzir vômito).
Em 4 de fevereiro de 1983, Karen sofreu uma parada cardíaca
na casa de seus pais em Downey e teve sua morte declarada no Hospital
Memorial de Downey aos 32 anos. Karen, vestida de rosa, foi posta
em um caixão aberto. Entre os que foram ao seu funeral estavam
suas melhores amigas, Olivia Newton-John e Dionne Warwick.
Após a morte de Karen, Richard
continuou a produzir canções da dupla, inclusive muito
material inédito e várias coletâneas, tendo lançado
o disco Voice of the Heart no final de 1983. Sua dedicação
em proteger a imagem dos Carpenters e o legado de gravações
gerou muitas críticas, principalmente quando ele impediu em
1987 o lançamento do curta-metragem Superstar: a História
de Karen Carpenter, de Todd Haynes, que se utilizou de bonecas Barbie
para mostrar a morte precoce de Karen. Embora a crítica tenha
dito que tudo foi mostrado de forma um tanto compassiva, a história
mostrada não é nada favorável à família,
retratada de forma desagradável. Richard obteve sucesso em
proibir a execução do curta com base na violação
dos direitos autorais das canções, usadas sem permissão.
Um telefilme de 1989, A História
de Karen Carpenter, produzida com a ajuda de Richard teve audiência
na época de seu lançamento. Nesse ano, foi lançado
o disco Lovelines, com canções que não entraram
nos discos anteriores e do disco-solo de Karen, que como já
foi dito, seria lançado em 1996, sob o título Karen
Carpenter.
Muitas das canções dos
Carpenters são populares ainda hoje, tais como: "Close
to You", que é cantada em bares de karaokê e "We've
only just begun" continua popular em casamentos. A dupla ainda
marcaria presença em duas trilhas sonoras de novelas brasileiras:
"I Need To Be In Love" foi tema da personagem Lina (Renata
Sorrah) na novela O Casarão, em 1976; e "Make Believe
It's Your First Time" embalava a história de Liliane,
personagem de Cristina Mullins na novela Voltei Pra Você, em
1983.
Hoje, Richard Carpenter vive com sua
esposa, Mary Rudolf-Carpenter e suas quatro filhas em Thousand Oaks,
Califórnia e o casal se tornou grande fomentador da produção
artística na cidade. Richard é também colecionador
de carros antigos que são ganhadores de concursos.
Site
Oficial:www.richardandkarencarpenter.com